Câmara questiona Prefeitura sobre a nova Cozinha Piloto

A Câmara de Patrocínio Paulista convocou responsáveis pela área da Educação e Engenharia da Prefeitura Municipal para questionar a respeito da construção da nova cozinha piloto. O convite foi feito após o presidente da Câmara, Ricardo Rocha, e o vereador José Cláudio de Figueiredo, visitarem as instalações e verificar que o espaço que está sendo construído é quase metade da cozinha atual.

Segundo Ricardo Rocha, as cozinheiras que irão trabalhar no local reclamam que se a obra for terminada da maneira que está sendo executada não haverá condições de trabalho. Elas listaram os problemas que foram conferidos de perto pelos vereadores. Entre os apontamentos estão além do espaço pequeno para se locomover, a falta de saída de emergência; de janelas; pias pequenas que não comportam o tamanho das panelas; dispensa distante da cozinha; caldeiras pequenas, entre outros.

“Não sou técnico, mas a princípio não existe condições das cozinheiras trabalharem ali. Será uma judiação colocá-las naquele espaço. A cozinha está regredindo”, disse o vereador José Cláudio.

Na Cozinha Piloto são produzidas merendas que servem mais de três mil alunos por dia. O local antigo tem mais de trinta anos e os vereadores não concordam que, na construção da nova unidade, a cozinha foi reduzida quase pela metade, dando pouco espaço para as funcionárias trabalharem.

Por conta destes problemas, a Câmara convidou os responsáveis pela obra, mas somente a Secretária da Educação, Liege Sabrina, compareceu à sessão de ontem da Câmara.

Segundo Liege foi aberto um processo administrativo para avaliar os apontamentos feitos pelas cozinheiras e vereadores. Ainda de acordo com ela, é preciso terminar a obra e aguardar os alvarás de funcionamento dos órgãos responsáveis como Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros.

“Vamos apurar cada item e o que estiver em desacordo ou com as normas da Vigilância ou do Corpo de Bombeiros será reparado. Não podemos fazer suposições. O que for regra vai ser cumprido”, disse.

Liege se propôs, ao término da construção, voltar à Câmara e discutir os itens em desacordo, mas, segundo Ricardo Rocha, poderá ser tarde. “Depois de pronto já se gastou o dinheiro. Era preciso adequar desde agora. O que queremos é evitar desperdício de dinheiro público e a construção de um local que não é apropriado para cozinhar alimentos que serão servidos aos alunos”, disse Ricardo.

O presidente afirmou ainda que fará uma nova convocação dos engenheiros responsáveis pela obra para que possam dar os esclarecimentos necessários. Segundo Liege, eles não compareceram à sessão de ontem
porque o convite chegou naquele dia e eles já tinham compromissos agendados.

Lixo da zona rural volta a ser discutido durante sessão

O lixo espalhado em áreas da zona rural voltou a ser tema de debate na Câmara Municipal. O vereador Marcos Roberto foi quem levantou o assunto durante a discussão livre do dia 8 de setembro. Segundo Marcos, a retirada das caçambas dos bairros rurais provocou um sério problema para quem mora e transita nesses locais. Marcos citou bairros como Recanto Arizona e Lambari cujos moradores já reclamaram, mas nada foi feito. “E não é somente nesses locais. Todas as caçambas foram retiradas e o lixo está acumulando”, disse Marcos.

A Câmara aguarda, inclusive, uma resposta do Ministério Público ao questionamento feito com relação ao lixo dessas regiões. Os moradores das áreas rurais sempre contaram com o serviço das caçambas e, desde que foram retiradas, existe acúmulo de sujeira que provoca mau cheiro, atrai animais, além de causar um aspecto feio e a degradação do meio ambiente. Marcos sugeriu uma indicação coletiva à Prefeitura.

O presidente da Câmara, Ricardo Rocha, apoiou o colega. “O prefeito deveria sensibilizar com esse problema. Não tem condições as beiras de rios, encruzilhadas e estradas sujas com tanto lixo”, disse Rocha.

O vereador Giovani Silva também falou sobre o assunto e informou que o Sindicato Rural tem sido procurado para ajudar a solucionar o problema. “O senhor Irineu Andrade (presidente do Sindicato) se dispôs também a procurar o Prefeito. Ele tem contato direto com os produtores rurais e está a par das reclamações. Tem que ser feita alguma coisa a curto prazo. Faço meu apoio a todos que defendem essa causa”, disse Giovani.

Urandi usa a tribuna para agradecer homenagem

 

Urandi Pascoal Marques usou a tribuna da Câmara na sessão de terça-feira, 15 de setembro, para agradecer os vereadores a aprovação do Projeto de Lei 73/2015. O projeto denominou rua do bairro Residencial Paraíso com o nome do seu pai, Uatevilo Teixeira Marques, que trabalhou na cidade como projetista e foi responsável pela construção de inúmeras moradias em Patrocínio Paulista.

Muito emocionado, Urandi nominou e agradeceu todos os vereadores pela aprovação da proposta assinada pelo vereador Marcos Roberto. “A iniciativa partiu do senhor Marcos, mas todos merecem nossos agradecimentos porque fazem parte desta Casa de Leis e aprovaram o projeto selando essa homenagem”, disse Urandi.

Para ele, o dia 15 de setembro vai ficar marcado com uma data muito especial para toda a família Marques. “Essa data jamais será esquecida. Uma homenagem a um cidadão que um dia fez de Patrocínio sua terra natal e construiu casas por toda a cidade realizando o sonho de muita gente. Consideramos como o um título de cidadão in memoria”, disse.

O homenageado
Uatevilo Teixeira Marques nasceu em Pedregulho em setembro de 1921. Filho de Urias Teixeira Marques e Ana Faleiros Marques. Mudou-se para Patrocínio Paulista ainda na juventude. Casou-se com Maria José do Nascimento Marques, com teve quatro filhos: Ubirajara, Ubiratã, Urandi e Umari. Uatevilo faleceu em abril 2007, aos 86 anos.

Gravação
Assista a participação de Urandi na tribuna da Câmara. Acessewww.camarapp.sp.gov.br e clique no "Canal TV Câmara". Em seguida acesse o vídeo da sessão do dia 15 de setembro, a partir da 1h19;21 de gravação.

Câmara autoriza abertutra de créditos para pagamento de servidores

A Câmara de Patrocínio Paulista aprovou durante a sessão de ontem, 22 de setembro, o Projeto de Lei 74/2015 que autoriza o Poder Executivo a abrir crédito suplementar no orçamento no valor de R$ 2,376 milhões.

De acordo com o Projeto, os recursos serão utilizados para o pagamento dos servidores públicos municipais, estagiários e despesas de serviços de terceiros da Saúde. Como o valor não constava no orçamento para a folha de pagamento, será remanejado de outros setores para tal finalidade.

A aprovação ao projeto não foi unânime. Os vereadores Marcos Roberto Fernandes, Carlito Funchal e José Milton Faleiros votaram contrários por entender que o governo municipal teve alta arrecadação de impostos, mas não fez investimentos na cidade e nem planejou corretamente suas finanças. Abaixo, estão as fotos dos vereadores que se manifestaram favoráveis e contrários ao projeto. Clique na foto e veja o que cada um pensa a respeito deste assunto.